A História do Minhocão.

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É, seguramente, o equipamento urbano que mais polêmica causou na história recente da cidade. Considerado uma “cicatriz urbana”, foi construído sem que os moradores de seu entorno fossem consultados. É expressão de uma forma autoritária de se enxergar o planejamento urbano, que desconsidera a opinião e o interesse público.  Desde 1976, o tráfego de veículos é proibido das 21h30 às 6h30. Hoje, nesses horários e aos domingos, funciona como espaço de lazer e convivência de milhares de paulistanos, que se apropriaram informal e espontaneamente desse lugar.

Foi uma obra concebida e executada na gestão do prefeito nomeado Paulo Maluf. Sua inauguração ocorreu em 25 de janeiro de 1971, aniversário da cidade de São Paulo, em pleno regime militar.

É uma obra inteiramente executada em concreto, com extensão de 2.730 metros. Sua largura varia de 15,5 a 23 metros, a uma altura de 5,5 metros acima da via que a sobrepõe.  Chega a passar a uma distância de apenas 5 metros das janelas dos apartamentos que se encontram ao longo do caminho.

Seu traçado, partindo da Praça Roosevelt, vai pela Rua Amaral Gurgel, Av. São João, Praça Marechal Deodoro , Av General Olímpio da Silveira até o Largo Padre Péricles.  A região central mais atingida pelo Elevado Costa e Silva é a do tradicional bairro de Santa Cecília, padroeira dos músicos.

A desvalorização e deterioração dos imóveis lindeiros ao Minhocão foi imediata e ainda bastante visível com inúmeros prédios em visível estado de abandono e com praticamente nenhum prédio novo construído desde então.  Várias novelas e filmes passaram a ter como locação dramática o Minhocão paulistano.